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“CÉU DE CÃO” – aos Inesquecíveis do Parque, com amor

Henry-AngelUpright

(Imagem de “Pet Loss Matters”)

“Achas que os cães não vão para o Céu? Pois digo-te que vão, e que chegam lá muito antes de qualquer um de nós!” – Robert Louis Stevenson

“Um cão nunca é verdadeiramente esquecido até deixar de ser lembrado.” – Lacie Petitto

Muitos acreditam num Céu, para onde vão aqueles que, na Terra, foram bons, justos, e leais, e amaram os seus semelhantes, e perdoaram as ofensas recebidas. Muitos outros não acreditam que exista esse lugar, mas, tal como os anteriores, têm a capacidade de reconhecer e distinguir, entre aqueles com quem se cruzam ao longo do caminho entre o nascimento e a morte – o caminho da vida – os bons e os maus, os justos e os injustos, os leais e os desleais, os que amam os seus semelhantes e aqueles que os desprezam e prejudicam, aqueles que escolhem o perdão, e aqueles que jamais o fazem e escolhem a vingança – e têm a capacidade (embora não tenham, muitas vezes, a vontade) de se reverem neles, podendo então optar pelo reflexo positivo ou negativo que esse “espelho” lhes devolve.

Por outro lado, e independentemente das nossas crenças, todos nós temos a capacidade de lembrar – e, para além do “reflexo” de nós próprios que nem sempre queremos ver ao lembrar-nos dos outros, lembramos, sempre, claramente, aqueles que sempre nos acompanharam e apoiaram e aqueles que nos abandonaram, aqueles que nos protegeram e aqueles que nos prejudicaram, e aqueles que nos pagaram as nossas ofensas com o seu perdão, como aqueles que nos pagaram com o seu rancor e a sua vingança.

Independentemente das nossas crenças, também, todos nós, de uma forma ou outra, e mais tarde ou mais cedo, nos cruzamos, no caminho da vida, com animais – e aqueles que, como nós, os amam e se sentem privilegiados pela partilha desse caminho com eles, não podem deixar de reconhecer neles muitas daquelas qualidades que… se ele existisse, nos fariam, de facto, merecedores do Céu… ou, se ele não existe, nos farão, pelo menos, ser lembrados, aqui na Terra, como seres bons!

Como todos os cães com os quais temos tido o privilégio de nos cruzar ao longo do caminho, os cães a quem prestamos tributo nesta página, e que já não estão fisicamente connosco, continuam a acompanhar-nos. Porque é isso que os cães fazem, e é assim que eles são: eles acompanham-nos sempre, e protegem-nos, e amam-nos incondicionalmente, porque nos perdoam as nossas ofensas, pagando-as com a sua dedicação, o seu afecto, e a sua lealdade, mesmo quando não os merecemos. Ou seja, mesmo quando não queremos aprender, os cães ensinam-nos a ser bons!

E por isso lhes somos eternamente gratos… e por isso queremos que sejam para sempre lembrados!

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VEJA ACTUALIZAÇÕES DO “CÉU DE CÃO” CLICANDO -> AQUI

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AO “PINTAS”

PintasCéudecão

Dia 9 de Junho de 2009:

O PINTINHAS partiu hoje, para o Céu de Cão

Em mim ficou um bom bocadinho dele, que não vai sair daqui, nunca !!!

Ele escolheu-me desde o momento em que cá chegou, pela mão amiga da sua madrinha, Dra. Otília.

Farto de maus tratos e esquecimentos nas várias etapas da sua vida, ele viu em mim um porto seguro, e eu vi nele aquela alma que hoje choro, aquele ser meigo, dedicado, disposto a dar tudo de si para ficar comigo.

Foi para mim um cãozinho muito especial. No fundo, o que ele conseguiu ver foi que eu estava, desde o inicio, disposta a fazer tudo por ele…

Todos nós aqui no Parque, o Sr. José, a Fátima, a Dra. Otília, o Paulo, o Zé Pedro, e até a pequena Maria, choramos a sua partida, mas sabemos que, até aos seus últimos momentos, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para o poupar da dor ou sofrimento, que pensamos que não teve; sabemos que o nosso PINTINHAS foi muito querido e muito aconchegado até chegar ao seu fim…

Agora ele continua aqui, connosco, num cantinho da terra deste lugar onde foi feliz e nos fez a todos despertar, mais uma vez, a nossa Alma de Cão.

Todos os seus amiguinhos que cá ficam, os seus companheiros de quarto (KIKO, GUNA, NINA “PEQUENA” e PRETINHA), os seus companheiros de campo, e nós, as pessoas que com ele tiveram o privilégio de lidar ao longo destes anos, o guardam no coração…

… Porque este é o lugar dele, para sempre.

- Paula

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O “QUIM”

Quim

O QUIM chegou aqui a Riba de Ave em Agosto de 2005, pela mão da sua dona, que o recolhera na rua, e o mantivera sempre na sua companhia… até ter que mudar de vida, de cidade, e de estado civil.

Como não podia, naquela fase, levá-lo consigo, mas gostava muito dele e queria ter a certeza de que ele seria bem tratado, pediu-nos que ficássemos com ele até ela se organizar melhor – ao que nós acedemos de imediato e sem custo, pois o QUIM era aquele tipo de cão de quem se gosta logo!

No entanto, o QUIM estava habituado a viver na cidade, e a andar de carro de um lado para o outro – e, no Centro Hípico onde a sua dona trabalhava como instrutora de equitação, e onde ele, por isso, passava a maior parte do tempo, no meio de muito movimento e de muita gente, tornara-se um cão muito popular entre os frequentadores, que lhe dispensavam muita atenção e muitos carinhos.

Assim, a princípio, e inevitavelmente, o QUIM estranhou um pouco o sossego do meio rural, a falta de contacto com seres humanos a toda a hora, e o facto de viver com outros cães num espaço amplo e confortável, sim, mas muito diferente de uma casa.

Aos poucos, porém, foi-se adaptando às novas condições e ao novo ritmo da sua vida, e acabou por se integrar completamente e relacionar-se bem com os outros cães do seu grupo, embora, e principalmente em relação aos outros machos, tivesse sempre conservado uma atitude de mando… e de “macho Latino” ;0) – mas, geralmente, sabendo-se fazer respeitar sem abusar!

Por outro lado, continuou sempre a ser super sociável com as pessoas, cuja companhia e atenções apreciava acima de tudo – mas não temos dúvidas de que, embora fosse simpatiquíssimo connosco, nunca deixou de sentir a falta da sua dona… que, no entanto, nunca mais o visitou – e que, mesmo depois de ter voltado a ter a sua vida organizada, numa nova casa, com a sua nova família, e de ter voltado a trabalhar no mesmo Centro Hípico onde o QUIM tanto gostara de estar, nunca mais nos contactou, manifestando qualquer vontade, ou sequer intenção, de o vir buscar para viver consigo outra vez!…

Isto entristecia-nos, e o QUIM não merecia, de forma alguma, ser assim esquecido… mas procuramos sempre compensá-lo, o melhor que podíamos – o que fazíamos com gosto, porque era um cão maravilhoso – e acreditamos que, apesar de tudo, ele foi um cão feliz, aqui no P.T.N..

O QUIM deixou-nos, de forma totalmente inesperada, no dia 27 de Maio de 2009. Aquele cãozinho amoroso, enérgico e saudável, com cerca de 7 anos, e tão inteligente que só lhe faltava falar, adoeceu gravemente, de uma forma tão inexplicável e repentina, que, em menos de 24h00, e apesar dos cuidados veterinários que lhe foram imediatamente prestados, faleceu.

O nosso choque é, ainda, e como poderão calcular, enorme… e temos já muitas saudades do QUIM, que nos privilegiou com a sua presença na nossa vida, e que nunca, nunca esqueceremos! Onde quer que estejas, temos a certeza de que estás em Paz e és feliz, porque foste um ser completamente bom, querido Amigo!

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