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Acolher e manter animais de forma responsável… ou (por favor) NÃO!

02/08/2010

apeloresponsabilidade

(Carregue em qualquer ponto das imagens para as vizualizar em tamanho maior)

(Leia algumas destas histórias AQUI)

Todos os dias, sobretudo nesta época de férias tomamos conhecimento de casos e mais casos de abandono, negligência, e crueldade, quer directamente, quer através de apelos que nos são reencaminhados por outros amigos dos animais, e todos estes casos nos vão direitinhos ao coração, fazendo-nos sentir muito pequeninos e, até, impotentes, perante a dimensão deste problema, do qual mesmo os esforços combinados de todos nós não conseguem resolver senão uma pequeníssima percentagem.

E embora muitos dos casos com que nos deparamos resultem de situações extremas (falecimento dos donos, animais que se perdem, tragédias imponderáveis que sucedem na vida das pessoas, etc.), não podemos deixar de notar, com mágoa e, muitas vezes, com exasperação, que a grande maioria dos casos de abandono e negligência podiam, perfeitamente, ser evitados – se houvesse um pouco mais de consciência da responsabilidade que significa o acolhimento e a manutenção de um animal.

As fotografias acima retratam, apenas, um ínfimo número de exemplos dessa falta de consciência, e de todo o mal que decisões irresponsáveis – tomadas, muitas vezes, por um simples capricho de momento – podem causar.

Assim, não podemos deixar de lançar aqui um apelo, destinado a todos aqueles que consideram a possibilidade de adquirir, adoptar, ou, de outra forma, acolher e manter um animal de estimação.

* Antes de o fazerem, por favor ponderem bem:

* Se têm possibilidades e condições para lhe proporcionar não só os cuidados básicos, mas também a educação, a atenção, a companhia, e os carinhos de que ele necessita;

* Se têm a paciência necessária para lidar com as suas eventuais “asneiras”, principalmente se for um animal muito jovem;

* Se os outros membros da vossa família, os amigos, ou outras visitas frequentes, estão dispostos a tratá-lo bem;

* Se, quando ele crescer, vão continuar a gostar dele, apesar de ter deixado de ser um “fofinho” pequenino e engraçado;

* Se têm possibilidades para lhe proporcionar o acompanhamento veterinário regular de que necessita, em termos de desparasitações internas e externas, e vacinações;

* Se querem e podem assegurar-lhe o devido tratamento, caso ele sofra algum acidente ou tenha um problema grave de saúde, e caso tenha que ser operado ou internado por um longo período de tempo;

* Se não têm condições de manter mais do que um animal, e, designadamente no caso de o animal em questão ser uma fêmea, para não virem a encontrar-se a braços com uma ninhada indesejada, se estão dispostos, então, a submetê-lo à necessária castração ou esterilização, e a suportar as respectivas despesas;

* Se dispõem de espaço suficiente para ele se exercitar, ou se, por outro lado, têm disponibilidade de tempo para o levar à rua várias vezes ao dia;

* Se têm com quem deixá-lo (familiares, amigos) caso tenham que se ausentar por um período de tempo mais longo (em férias, em trabalho, por motivo de doença, ou outro), ou, então, se estão na disposição e têm possibilidades de pagar as despesas da sua estadia num hotel;

* Finalmente, se têm realmente consciência de que ele é um ser vivo com sentimentos e emoções, que vai tornar-se parte da vossa vida e da vossa família, e não é nem pode ser tratado como um objecto de decoração ou um artigo descartável.

Em resumo, se não estiverem realmente preparados para acolher e manter animais de estimação de uma forma consciente, sem esperar que outros venham, mais tarde, a ter que encontrar remédio para as eventuais consequências de decisões irresponsáveis, então, por favor…

NÃO O FAÇAM!

“Devemos combater o espírito de crueldade inconsciente com que tratamos os animais. Eles sofrem tanto como nós, e a humanidade autêntica não nos permite impor-lhes tal sofrimento. É nosso dever fazermos com que todo o mundo reconheça isto. Enquanto não alargar o círculo da sua compaixão a todos os seres vivos, a humanidade não terá paz.” – Albert Schweitzer em “Filosofia da Civilização”

*

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