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AINDA ACERCA DE AJUDA E SOLIDARIEDADE…

08/12/2010

Ainda há bem poucos dias, lembrando as sábias palavras da Madre Teresa de Calcutá acerca do DEVER – “O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em acção, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa.” – considerávamos o quanto elas podiam e podem aplicar-se, na perfeição, a muitas outras coisas, entre as quais destacávamos o SENTIDO DE RESPONSABILIDADE, a COMPAIXÃO, e a SOLIDARIEDADE.

Pois hoje, mais uma vez, vamos centrar-nos na justeza de tal observação no que se refere, especificamente, à SOLIDARIEDADE – ou seja, à AJUDA e ao APOIO que alguém se propõe prestar a outrem, que de tal tenha necessidade. E se o fazemos, mais uma vez, é porque todos os dias nos deparamos com exemplos práticos e bem concretos destas coisas contrastantes:

– Os que AJUDAM, os que acham muito bem que alguém AJUDE, e… os que intimam os outros para que AJUDEM.

Curiosamente, os que se limitam, passivamente, a achar muito bem que “alguém” ajude, ou aqueles cuja única acção é a de intimar – em altos berros, muitas vezes – os “outros” a que o façam, frequentemente justificam a sua passividade ou acção mal direccionada – também conhecida por “sacudir a água do capote”… geralmente para cima das costas alheias – com desculpas e evasivas, que vão desde o “bem gostava de ajudar, mas não posso”, ao “gostava de poder ajudar, mas estou muito longe”, passando pelo “oh, gentinha reles e país desgraçado, mas não há quem ajude?”, e ainda pelo “o governo – ou o presidente da república, ou a segurança social, ou “os ricos”, ou… ou… ou… muitos outros sinónimos de “eles”, ou seja, “os outros” – que ajude, que não faz mais que a sua obrigação!”

E depois há os que AJUDAM. A maior parte das vezes, silenciosamente, com total discrição, ou então, com extraordinária humildade, e quase pedindo, ou pedindo mesmo desculpa pela “insignificância” – uma “insignificância” que, quantas vezes, significa, realmente, que essa pessoa solidária tirou da própria boca para colocar em outra, ou seja, e na verdade… uma FORTUNA!

Em face disto, não podemos deixar de sublinhar o seguinte:

Quando alguém é verdadeiramente solidário e compassivo, e quer mesmo ajudar outro ser vivo, seja humano ou de outra espécie, encontra sempre um meio de o fazer… um tempinho no seu dia, por mais atarefado que seja, um espacinho aqui ou ali, um pouco de comida, um agasalho, um “poucochinho” retirado do orçamento, que às vezes é bem apertado. Não há desculpas, não há subterfúgios, não há intimações “na segunda e na terceira pessoa” para que outros actuem sem que o próprio faça o que quer que seja.

E a todos estes seres verdadeiramente solidários, que pertencem a esse número dos que acreditam (e praticam) o que dizia a Madre Teresa de Calcutá, que citamos de novo – “não podemos fazer grandes coisas, apenas pequenas coisas com grande amor” – não podemos deixar de expressar, hoje, e sempre, todos os dias, a nossa mais profunda gratidão.

BEM-HAJAM!

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