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COMUNICAÇÃO DA EQUIPA DO P.T.N. – POR FAVOR LEIAM COM ATENÇÃO

11/06/2011

“Olá amigos que nos acompanham neste dia-a-dia de lutas pelo equilibrio! É com muita pena que digo que não conseguimos acolher mais animais, pedimos que não deixem cá mais nenhum pois que em pouco tempo, não conseguiremos dar conta do recado. Aproximam-se dias dificeis e temos uma lotação muito superior à possivel. Não nos obriguem a ter de encaminhar os vossos animais para outros centros, não podemos fazer melhor.”

*

O apelo acima, deixado, na passada 2ª feira, dia 6, na nossa página do Facebook, pela Paula, vem na sequência não só do abandono de mais uma cadelinha (conforme noticiamos, na mesma página, no passado sábado) no P.T.N. e da aproximação de mais um Verão, em que mais abandonos são previsíveis – mas também da continuação dos pedidos diários – alguns bastante insistentes – para o acolhimento de mais cães – pedidos estes que dizem respeito, na sua maioria, a cães saudáveis e, muitos deles, jovens, e que por isso não temos – repetimos, NÃO TEMOS – outra alternativa senão recusar, embora muito nos custe fazê-lo.

O P.T.N. está vocacionado para o acolhimento, apenas, de cães em situações de alto risco – casos, entre outros, como o do PANTUFAS, ou do SIMBA (na imagem), ou da DIANA II, por exemplo, que são de quase todos vós bem conhecidos – e temos pedidos para o acolhimento de vários outros, em condições semelhantes.

Ora, estes casos, que implicam a disponibilização de muito tempo, de recursos humanos e financeiros consideráveis, e de condições especiais, em termos de logística, para que os cuidados necessários sejam garantidos aos cães em questão, são, por esse motivo, casos de dificílima colocação – pois, e não podemos deixar de o lembrar, a maioria das associações, centros particulares de acolhimento, FAT’s, e abrigos, defrontam-se com enormes dificuldades, em termos de recursos, e com graves problemas de sobrelotação, que lhes tornam naturalmente problemática a aceitação e, depois, o tratamento adequado destes animais.

Assim, e porque os recursos do P.T.N. também não são ilimitados, se continuarmos a ter de encaminhar boa parte dos mesmos para a alimentação e outros cuidados dos cães saudáveis e muitas vezes jovens que nos deixam (abandonam) aqui – ou que acolhemos “temporariamente”, acedendo a verdadeiras súplicas de pessoas que, apesar das garantias dadas e promessas feitas, nunca mais se preocuparam com eles, e por isso aqui continuam, a nosso cargo, alguns há anos, e sabe-se lá até quando… – em breve deixaremos de ter condições para aceitar até os tais casos de alto risco, que quase mais ninguém se dispõe a acolher.

Há alguns anos, vimo-nos obrigados, para não atingir o ponto de rotura absoluto, não só a cancelar TODAS as admissões, como a realojar e a encaminhar para a adopção mais de uma dezena de cães que aqui se encontravam, em muitos casos, enfrentando a incompreensão e, mesmo, a indignação dos respectivos Protectores (pessoas que para cá os trouxeram ou através das quais nos foram encaminhados) – que, no entanto, e apesar das nossas repetidas instâncias, tinham deixado continuar a acumular-se, ao longo de muito tempo, sem pagamento, os encargos a eles referentes, e que atingiam já montantes incomportáveis.

Ainda assim, mesmo após estas medidas, mais drásticas do que alguma vez imaginamos que viríamos a ter de tomar, continuaram a nosso cargo muitos cães que, pela sua idade avançada, deficiências, ou problemas crónicos de saúde, não foi possível – nem se tornava aconselhável – reencaminhar, alguns dos quais ainda aqui se encontram. Pois, por incrível que pareça, os Protectores de boa parte destes cães eram os mesmos que tanto se indignaram quando realojamos ou entregamos em adopção os outros – mas nem por isso apareceram, depois, a prontificar-se, ou sequer a manifestarem a intenção de assumir, pelo menos parcialmente, os encargos relativos a estes!

Assim, por um lado, apesar do cumprimento rigoroso, por parte dos outros Protectores, dos seus compromissos, e dos nossos esforços na angariação de apoios para fazer face aos encargos antes referidos – esforços estes que têm vindo a ser recompensados, felizmente, com as ajudas prestadas, através das suas contribuições, donativos, e outras ofertas, por muitos novos Cão-padrinhos e Amigos, aos quais nunca agradeceremos o suficiente – ainda assim nos vemos obrigados, constantemente, a “meter a mão ao bolso” – o que, como se calculará, nem sempre é fácil ou linear, pois os nossos orçamentos particulares também não “esticam” indefinidamente.

Por outro lado, nada disto resolve o problema da sobrelotação do nosso espaço – que ocorrerá em breve, se a afluência de cães – nomeadamente abandonados, ou aqui colocados “temporariamente”, mas de cujo realojamento quem os deixou aqui, com essa condição, nunca mais se mostrou preocupado ou com pressa em tratar – continuar a ser a mesma que se tem verificado, e à qual acrescem, ainda, as devoluções de animais aqui adoptados (ainda recentemente tivemos uma, como se recordarão).

Não queremos, de forma alguma, voltar a ser forçados a encaminhar qualquer dos cães hoje ao nosso cuidado para outros centros de acolhimento ou abrigos. Não queremos, de forma alguma, submeter qualquer destes animais – que hoje aqui vivem com todo o conforto e rodeados de todo o carinho, e aqui correm e brincam, despreocupados e inocentes – ao inevitável stress, e, em muitos casos, ao sofrimento que qualquer mudança, e a adaptação a condições necessariamente diferentes daquelas que aqui usufruem, sempre implicam.

Não queremos chegar a uma situação insustentável, da qual, sem terem disso qualquer culpa, muitos destes animais que em nós confiam, e dos quais nenhum é, para nós, “apenas mais um cão”, venham, injustamente, a ser as vítimas.

E, finalmente, também não queremos ver-nos compelidos a ter de deixar de socorrer cães como o PANTUFAS, o SIMBA, ou a DIANA – ou seja, os cães em situações de verdadeiro risco, que, esses sim, são aqueles que o P.T.N. está vocacionado e estruturado para acolher e tratar.

A todos os que nos têm acompanhado e ajudado, agradecemos, do fundo do coração – e agradecemos, também, desde já, a divulgação desta comunicação, para que chegue ao máximo de pessoas possível, e possa, também, encontrar compreensão junto do máximo de pessoas possível.

Por favor ajudem-nos a continuar a ajudar os nossos amiguinhos – e lembrem-se:

Por cada cão saudável que aqui for abandonado ou aqui permaneça para além do tempo combinado com o respectivo responsável, e sem perspectivas de seguimento, é menos um cão em situação de risco que temos possibilidade de acolher!

– A Equipa do P.T.N.

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