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Quem ama, cuida – e quem cuida, faz o que pode… com muito amor!

17/09/2011

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Não somos melhores que os outros. Nem piores. Somos, apenas, mais alguns – entre os muitos que, em equipas grandes ou pequenas, em grupos, ou individualmente, se dedicam a cuidar de animais. Animais que outros rejeitaram, abandonaram, maltrataram, negligenciaram. Animais que, de animais de alguém, passaram a ser animais de ninguém, ou, de animais de ninguém que deviam passar a ser animais de todos nós, a animais… daqueles, como nós, que se dispuseram a acolhê-los e a cuidar deles. Daqueles que, como nós, são sempre poucos, por muitos que sejam.

Não temos, ao nosso cuidado, casos mais fáceis nem mais difíceis que os outros – e os animais que acolhemos não estavam em melhor ou pior situação, ou num estado mais ou menos grave, ou ainda em maior ou menor risco, do que os animais resgatados ou acolhidos por outros. Os animais que acolhemos, porque os resgatamos ou porque vieram aqui parar das mais variadas formas (sendo as mais comuns o pedido de alguém, ou… serem atirados por cima de um muro) são, simplesmente, e infelizmente, animais que, como muitos, muitos outros, foram vítimas da irresponsabilidade, do egoísmo, da leviandade, da ignorância, ou da crueldade de cidadãos – que, enquanto tal, não têm mais direitos nem mais obrigações que nós… mas que, por qualquer razão ou circunstância, se acharam no direito de dispôr de seres vivos como se fossem lixo, para que outros assumissem a obrigação de cuidar deles como seres vivos que são.

Não fazemos um trabalho melhor nem pior do que outros. Não somos perfeitos, nem esperamos que outros o sejam. Não nos comparamos com outros, nem nos arrogamos o direito de julgar ou sequer criticar quem trabalha de forma diferente e em condições diferentes, ou segue uma filosofia ou conceitos diferentes dos nossos. Trabalhamos, simplesmente, e muito – e fazemos esse trabalho de acordo com o que as nossas condições nos permitem, e segundo os nossos conceitos, que não pretendemos que sejam os únicos correctos, porque sabemos que não são, mas que, humildemente, acreditamos serem aqueles que melhor garantem o bem-estar dos animais ao nosso cuidado.

Amamos os animais. Certamente não mais nem menos do que outros. E, por isso, cuidamos deles. Nem melhor nem pior do que outros. Vamos cuidando deles como podemos – e o que podemos, se é mais do que muitos outros podem, será sempre, certamente, muito menos do que gostaríamos que fosse, ou outros desejariam (ou quase chegam a exigir-nos) que pudéssemos. Uma coisa, porém, é certa… e é que cuidamos deles com muito, mas muito Amor!

E, como reconhecimento… basta-nos que eles, os animais ao nosso cuidado, o sintam.

– A Equipa do P.T.N. (Centro de Acolhimento de Cães em Risco)

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